quarta-feira, 14 de março de 2012

Nossa!!!! Não esperava que minha página ainda existisse por aqui... faz o que? Um ano ou mais q não posto nada, ou que pelo menos apareço para ver se tava tudo bem...
Tentei fazer umas mudancinhas no layout para digamos 'tirar o cheiro de guardado' mas não foram lá grande coisa. Bom, a partir de hoje, devido a várias e várias mudanças que vão acontecer na minha vida, o blog vai estar sempre atualizado... prometo! Vou tentar, pelo menos.
Como eu sentia falta de escrever aqui e nem tinha percebido. Enfim... I'm back!!!!!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pra pensar...

Nossa faz muito tempo que não apareço por aqui hein... É muita coisa aconteceu desde a ultima postagem, mas não vim aqui pra contar da minha vida e sim postar um texto muuuito bom do nosso querido imortal John Lennon.
Sabe quando você tá com aquele 'apetite cultural'? Querendo ler um texto de conteúdo que vá fazer relevância em algum momento da sua vida? Então... essa crônica escrita pelo musico transcende o tempo e vem falar a nós jovens, de idade ou de espírito, sobre algumas de nossas duvidas frequentes sobre amor, felicidade, enfim... a vida em si. Um texto curto mas de valor imensurável que vale a pena arquivar e reler pelo menos uma vez por mês. Enjoy.


'Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém'.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O contrario do Amor

Esse texto da Martha Medeiros é simplesmente perfeito.

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carta de amor ao contrário ou Carta do 'obrigado'

Nesta carta quero agradecer a você, meu amado.
Quero agradecer a tudo, mas tudo... o que você não fez. Ou que não fez quando eu precisei que você fizesse. Obrigado então:
- Por não ouvir os desabafos sobre meus pequenos problemas de família. Isso me fez perceber que você não merecia saber dos grandes assuntos, dos mais importantes. Aliás, de nenhum problema.
- Obrigada por não me incluir nos seus planos, você me ajudou, embora um pouco tarde, a ser independente;
- Obrigada por não manter o celular ligado depois de uma briga. Me fez perceber que você não se importa em resolver. Seu silêncio me ensinou a ficar calada também.
- Obrigada por nunca ficar acordado quando vem me ver. Você me fez descobrir que preciso de uma pessoa que acompanhe meu ritmo.
-Enfim, obrigada, mas muito obrigada por nunca dizer são e olhando nos meus olhos que me amava.
Você, e só você me fez enxergar que talvez você não me ame.
Obrigada, meu amor. De verdade!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

No exato momento

Na noite de terça-feira, 10, recebemos uma palestra-bate-papo com o repórter fotográfico Alexandre Souza, de trinta e oito anos. Ele que trabalha na folha da região há nove anos contou um pouco de sua vida, seu trabalho e deu algumas dicas para quem pretende seguir essa profissão.

Alexandre está na área há vinte anos, teve seu primeiro trabalho como jornalista no jornal Comarca, onde começou como entregador, aos dezesseis, e ficou por seis anos. Depois foi para o jornal Cidade, onde permaneceu por três anos. A mudança em sua vida veio quando começou a trabalhar na Agência Interior, agencia especializada em noticias do interior, onde começou a trabalhar com equipamentos maiores e mais modernos.

Não é de se estranhar que prefira a editoria policial. A maioria das fotos apresentadas traz cenas de acidentes. Segundo ele chama mais atenção pelo fator curiosidade: todos gostam de saber sobre acidentes, roubos, assaltos. Entre os causos contados, ele relata que a primeira vez que cobriu um acidente, passou três dias sem comer. A cena era muito forte na época, mas como disse, “você se acostuma”.

Alexandre nos traz uma inspiração quando diz que fotografia é uma questão de momento, uma invertida de ângulo, um olhar diferente sobre a mesma cena pode fazer toda diferença. Algumas delas não precisam de textos para nos deixar emocionados.

Em relação à profissão: “o fotógrafo nunca para”. A todo o momento ele esta atento a uma imagem diferente, interessante, que possa chamar atenção dos leitores, para no exato momento saber dar o clique excepcional, aquele que vai fazer todo o dia de trabalho valer à pena. Mas o casamento da fotografia com o texto é que vai ser o fator decisivo para que sua imagem possa vir a ser uma manchete, por isso é importante dedicar atenção ao trabalho do repórter que o acompanha.

Confundido com curioso, varias vezes Alexandre foi expulso de alguma cena pelos policiais e bombeiros, mas afirma: sou persistente, e não saio de lá enquanto não conseguir uma boa imagem.

Para aqueles que se interessam pela profissão aqui vai alguma dicas de Alexandre para se dar bem:
- sempre fazer foto no manual e não no automático da máquina fotográfica;
- praticar muito, ser criativo, usar a imaginação;
- produzir a foto, estar sempre disposto;
-ter feeling, ser astuto;
-saber ver o que o outro não está vendo, ter noção do que esta captando;
-sempre começar a imaginar a imagem antes de tirar a foto;
- sempre colher dados junto ao repórter;
-estar atento para os cliques que posem surgir no dia a dia, sempre cuidando para não entrar em uma situação de risco.

Alexandre cursou fotografia no SENAI em 1989, e é formado em jornalismo pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba, sendo graduando da primeira turma de 2001.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Crítica com consciência

Recentemente o caso 'Boteco São Bento' chamou a atenção da comunidade blogueira brasileira. Pra quem não conhece aqui vai um resuminho.

Um blog especializado em críticas a produtos e serviços, chamado Resenha em 6, porque publica textos em no máximo 6 linhas, lançou uma crítica bastante pesada a um bar da Vila Madalena, em São Paulo. A crítica usava uma linguagem pesada e desclassificava totalmente o bar, usando termos como pior lugar pra ir e "garçons ultra-power-mega chatos", sem falar dos termos mais agressivos. A resenha teve enorme repercussão na internet com muitos comentários de pessoas que concordavam com os meninos.

Acontece que o dono do estabelecimento conseguiu uma notificação extrajudicial que obrigava o blog tirar a resenha do ar, os comentarios e também deletar uma atualização do Twitter. E é isso que vem remexendo desde 20 de setembro quando a resenha foi publicada.

O que entra em pauta pricipalmente é a questão da liberdade de expressão na blogosfera. Corcordo que as pessoas tem o direito de se expressarem sobre o que pensam, seja sobre política, saúde, uma pessoa específica ou um boteco, como no caso acima. Principalmente se tratando do blog que é uma ferramenta tão democrática. Mas é totalmente desnecessário a utilização de um vocabulário grosseiro, com palavras de baixo calão, claramente utilizadas pelo autor da postagem.

Não estou defendendo, porém, a decisão judicial que obrigou o blog a retirar as postagens, nem o fato dessa decisão ter sido acatada tão facilmente, mas particularmente as ações de ambos lados deveriam ser diferentes.

Como dona do estabelecimento procuraria averiguar se as críticas são cabíveis e tentar um acordo com o autor da resenha. Nada que levasse a questão para o lado judicial, quem sabe um pouco mais de tato teria mudado a situação.

E, blogeiros e afins... se vocês querem criticar, elogiar, enfim, se expressar sobre qualquer assunto, façam isso com qualidade e consciência. Vamos valorizar nosso espaço pra que situações como essas não se repitam de novo. Se nós, blogueiros, temos muito a dizer, devemos principalmente, SABER COMO DIZER.

E tenho dito!

Esta é a resenha publicada sobre o Boteco São Bento antes de sair do ar.

"Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento."

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Blog: diversão e renda

Esta semana o 6° semestre de jornalismo do UniToledo recebeu para uma entrevista coletiva Igor Pucci, 25, morador de Araçatuba e criador do site Pérolas do Orkut, que é muito famoso na rede. Pra quem não conhece, o ‘pérolas’ como é chamado carinhosamente por Igor, é um blog só de imagens retiradas do Orkut, que recebe cerca de 30 mil visitas por dia.

Igor, que hoje lucra com o blog, conta que começou sem ambição. Seu intuito era reunir fotos legais em um lugar só e montar um espaço para o pessoal poder visitá-las e deixar comentários. Sempre que via uma foto que chamava atenção salvava e, quando reuniu por volta de 50 fotos montou o blog. Após seis mese no ar, ele começou a render lucros.

O pérolas é dividido em cerca de vinte categorias e é atualizado diariamente com quatro fotos. Todo usuário pode enviar fotos e comentar as que já estão no ar, mas vai passar pela mediação de Igor. Hoje o blog recebe cerca de 60 a 70 comentários por fotos e mais ou menos 100 emails por dia.

O critério usado por Igor para escolher as fotos é pessoal. Tudo que ele acha que vá chamar a atenção dos visitantes é publicado. Geralmente ele usa os emails que recebe como fonte, mas quando não é suficiente, procura na comunidade do pérolas no Orkut e sempre encontra alguma coisa interessante.

Ele conta que sempre recebe pedidos para que retire alguma imagem do ar, e que acata sem fazer perguntas. E que também sempre recebe ameaças, mas nenhuma resultou em processo judicial.

Além do www.perolasdoorkut.com.br, ele também criou mais 2 espaços na rede: o www.webfrases.com.br que traz mais de 11 mil pensamentos e frases famosas, e o www.webrecados.com.br com imagens de recados para o Orkut. Os três sites juntos já chegaram a render cerca de oito mil reais para Igor no ano passado. Hoje, diz, por causa da crise, a renda é bem mais modesta.

Igor é formado em ciências da computação pelo COC de Araçatuba, pós-graduado em economia pela UEL e ainda faz pós-graduação em marketing, também pela UEL, mas apesar de todos os estudos não pretende abandonar o mundo virtual, e sim tem mais planos para executar dentro da rede.